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FAQ – Perguntas frequentes FloraUp

QUESTÕES GERAIS

1- Qual o diferencial da FLORAUP em relação aos outros condicionadores do mercado?

R. A FLORAUP é um sistema de suplementação de alto desempenho, duas a três vezes mais concentrado que os outros condicionadores, com foco nos elementos envolvidos na ativação enzimática mais que no crescimento. A razão dos elementos também ajuda os aquaristas a balizar melhor seus aquários sem a necessidade de testes ou cálculos de doses.

2- Por que a FLORAUP decidiu por usar suplementos all in one?

R. Uma vez que as doses estejam equilibradas nas razões corretas entre os elementos, não há mais necessidade em fornecer produtos com todos os elementos separados, com uma ou outra exceção com a finalidade de ajuste. O objetivo da FLORAUP é simplificar ao máximo a rotina de cuidados do aquário plantado e reduzir as chances de erro. Caso necessário, pela experiência coletiva dos usuários, podemos optar por um ou outro elemento de correção num novo produto posteriormente (isso já aconteceu com o ADJUST-P).

3- Estou começando uma nova montagem. Quando devo começar a suplementar?

R. Assim que as plantas começam a se adaptar à vida imersa e ou rebrotam da primeira poda é preciso começar a suplementar. Esse momento não é ditado pelo tempo da montagem em si, mas pelas plantas, contudo, não é vantagem esperar mais que duas semanas. Você pode começar a suplementação com metade da dose recomendada ou ir para a dose cheia se achar necessário, caso a densidade de flora seja grande e exigente.

4- Se há sinais de que é preciso aumentar a suplementação por causa de deficiências nutricionais nas plantas, o que é melhor fazer: aumentar as doses ou a frequência das doses?

R. A princípio, é melhor aumentar a frequência das doses, mas caso os problemas persistam, pode ser necessário aumentar o volume das doses também. Isso também varia do gosto do aquarista que pode preferir aumentar as doses do que a frequência conseguindo resolver os problemas da mesma forma.

5- Se o aquário está com surto de algas eu deveria parar com a suplementação para combate-lo?

R. Pelo contrário! Enfraquecer as plantas pela desnutrição só vai piorar o problema. Normalmente, os aquários tem surtos de algas mais pela falta de suplementação do que pelo excesso. Diminua a intensidade luminosa e faça uma revisão nos parâmetros como CO2, KH, GH, bem como uma análise na saúde das plantas. Muitas vezes, a solução é aumentar a suplementação.

6- Posso usar condicionadores da FLORAUP com condicionadores de outras marcas ou vice versa?

R. Cada marca e linha de produtos tem uma estratégia própria com elementos balanceados em cada produto. Misturar marcas distorce as estratégias e incorre no risco de superdosar algum elemento, geralmente cátions. Portanto, recomendamos não misturar duas marcas no set de produtos. O ÁLCALO KH, por exemplo, por ter potássio na composição, já tem essa compensação nos MACROS. O mesmo sobre o magnésio dos MACROS e no HARDN-UP GH. Se misturar com outras marcas você pode perder a referência do que está sendo posto no aquário.

7- Como devo fazer a migração do sistema de suplementação que uso atualmente para os produtos FLORAUP?

R. Faça TPAs mais frequentes para esgotar o sistema antigo durante uma semana (recomendamos duas ou três TPAs de 50%) e comece o uso da FLORAUP. Não recomendamos a transição gradativa porque as coisas vão se misturar e causar distorções. É esperado que alguns aquários apresentem algas devido à mudança das condições químicas, isso é normal. Aguarde uma ou duas semanas para o sistema se ajustar aos novos produtos e estratégias. Vale ressaltar que não recomendamos a migração se o aquário for de concurso e não houver tempo para lidar com problemas antes da fotografia.

8- Por que alguns produtos da FLORAUP têm validade indeterminada?

R. Alguns produtos são isentos de componentes orgânicos ou não possuem componentes reativos entre si. Esses produtos não degradam com o tempo, desde que conservados fechados em local fresco e abrigado da luz solar. Entretanto, mesmo esses produtos tem etiqueta de validade para atenfder as exigências do marketplace.”

9- Qual o kit mínimo para compor a suplementação de um aquário plantado?

R. Você pode começar com apenas quatro produtos: o MACRO (SOLO ou LUNA dependendo da exigência e ritmo do aquário), o MICRON, o ÁLCALO KH (se tiver injeção de CO2) e o HARDN-UP GH. O ADJUST-P pode ser necessário com o tempo para os que usam MACRO SOLO e o aquário começa a amadurecer e a consumir mais fósforo. O CHLORIN-X  é o anti cloro da linha FLORAUP que também pode compor esse kit, caso você não tenha nenhum.

10- Minha dosadora tem os frascos transparentes. A entrada de luz degrada os componentes dos produtos da linha FLORAUP?

R. Não há problema, desde que não seja luz solar direta. Vale ressaltar que sempre que o recipiente acaba, é preciso lavar e higienizar com álcool antes de preenche-lo novamente para evitar a proliferação de fungos.

11- Minha dosadora tem os frascos abertos. Isso degrada os componentes dos produtos da linha FLORAUP?

R. O produto que tem maiores chances de se degradar é o MICRON devido a oxidação do ar, mas desde que ele se esgote em menos de dois meses, não há problema.

12- Quais são os elementos mais suscetíveis ao excesso na linha FLORAUP que devo me atentar ao eventualmente usar produtos de outras marcas?

R. Em primeiro lugar, o potássio contido nos MACROS, no ÁLCALO KH e no POPEYE’S PLUS, seguido pelo magnésio contido nos MACROS, no HARDNU-UP, no ADJUST-P e no POPEYE’S PLUS.

TROIA

13- Qual a proposta do Troia contra as algas?

O Troia foi desenvolvido para ajudar os aquaristas a lidar com surtos inesperados de algas de causas aparentemente inexplicáveis ou decorrentes de eventuais descuidos ou contra-tempos, bem como a incidência de algas insistentes que acabam encontrando repouso permanente no aquário. O Troia deve ser usado como um plano B ou C, quando todas as outras condutas corretivas falharam ou demoram tempo demais para funcionar. Ele não propõe, de forma nenhuma, resolver todos os problemas a ponto de substituir as boas práticas do aquarista ou corrigir a falta de recursos adequados ao desenvolvimento sadio do aquário plantado, tais como luz, substrato, filtragem, densidade vegetal e parâmetros químicos adequados. O Troia é um ativador enzimático envolvido na eficiência da síntese proteica, o que faz as plantas produzirem agentes biocidas contra as algas. Portanto, o Troia não ação significativa em aquários com poucas plantas ou plantas muito enfraquecidas, sendo um produto exclusivo para aquários bem plantados.

14- O que se deve observar de seus resultados?

As algas podem apresentar dois sinais ficando brancas, opacas e sem volume, ou estacionando seu crescimento e interrompendo a proliferação. Nas duas condições o aquarista deve remover as algas que puder, vivas ou mortas, e observar se há reincidência.

15- O Troia é seguro para peixes e camarões?

Em alguns casos, o Troia não afeta os camarões e peixes, mas em outros sim, principalmente os peixes asiáticos algueiros. Suspeita-se que eles comam as algas afetadas ou que exista algum parâmetro químico desconhecido até o momento (suspeitamos da condutividade) que permita a entrada do Troia no organismo deles. Portanto, para aquários com camarões ou peixes asiáticos, recomendamos separá-los.

16- O Troia é seguro para as plantas?

O Troia não mostra sinais de toxicidade na maioria das plantas na dose recomendada, mas pode manifestar alguns sinais de estresse em plantas Lamiales (ordem que abrange as Limnophila, Callitriche, Staurogyne, Hygrophila e Pogostemon) induzindo sinais de carência de ferro (folhas do broto ficam brancas). As plantas não morrem, mas os brotos não se recuperam, embora rebrotem normalmente depois que o tratamento é interrompido. Esses sinais não são observados em nenhuma outra ordem ou famílias de plantas, pelo contrário, o produto as revigora.

17- O Troia é seguro para o biofiltro?

Sim, não houve nenhuma observação que apontasse qualquer prejuízo no funcionamento do biofiltro.

18- O Troia deve ser aplicado no aquário ou diretamente no foco das algas?

O produto deve ser dosado no aquário e distribuído adequadamente pelo sistema de circulação de água do aquário.

19- Quais algas o Troia consegue tratar?

O Troia foi desenvolvido tendo as cladophoras como o principal alvo, mas mostrou efeito satisfatório também com as algas vermelhas (algas peteca e staghorn), green dust (poeira verde), e diversos tipos de algas verdes filamentosas. Há poucas observações contra cianobactérias, mas mostraram efeito positivo, e o efeito contra as algas marrons é limitado.

20- Há alguma chance das algas desenvolverem alguma resistência ao uso?

Sim, como contra qualquer outro agente antagônico. Por isso, o Troia não deve ser usado de forma muito frequente, nem profilaticamente, para que as plantas não se cansem e as algas não aprendam a lidar com seus mecanismos de concorrência.

21- O Troia pode ser incorporado na rotina de suplementação ad eternum?

Não é recomendado. O usuário pode optar por fazer tratamentos mais longos com doses mais baixas por até 30 dias se quiser o efeito mais prolongado do produto, mas assumi-lo como uso fixo pode tornar as algas resistentes ao mecanismo. O Troia não se propõe a substituir as boas práticas do aquarista.

22- Há condições em que o Troia pode não funcionar corretamente?

Provavelmente sim. Suspeita-se principalmente que a salinidade mais alta (KH e GH mais altos) possa interferir negativamente na eficiência do produto. Isso é um dado difícil de coletar em testes e precisaremos coletar experiências dos usuários para entender se essa hipótese é real e em que medida. Outros possíveis interferentes são fosfatos mais alto, temperatura mais alta e presença de outros cátions como a amônia ionizada NH4+ e metais como o ferro e o manganês. Apesar dessas hipóteses, não recomendamos, pelo menos por enquanto, que esses parâmetros sejam alterados. No caso do produto não funcionar, nós podemos ser contatados para analisar o caso e definir se o melhor é aumentar as doses ou tentar alterar esses parâmetros. De qualquer forma, a taxa de efetividade do produto é muito alta para todos os casos.

23- Devo admitir o volume bruto ou líquido do aquário para estabelecer as doses para meu aquário?

Deve admitir o volume bruto mais o volume dos filtros e sump, se for o caso.

24- Posso usar o Troia na dosadora automática?

O Troia contém componentes densos que vão decantar no fundo do reservatório, portanto, não vai conseguir usar em dosadoras, a menos que o reservatório seja agitado para ficar homogêneo.

25- Durante o uso do Troia percebo que forma uma nata na superfície do aquário. É normal?

Sim, é normal. Pode ser devido à destruição das membranas celulares das algas que, ao liberar lipídios (gordura), ficam em suspensão. Use um skimmer não ligado ao filtro biológico para remover a nata e considere limpar o filtro após o período de uso.

26- O que é preciso não fazer enquanto uso o Troia no meu aquário?

Não use anti-algas como glutaraldeído ou peróxido de hidrogênio. Desligue as lâmpadas UV e o ozonizador, caso houver. Remova o carvão ativado e as resinas adsorventes de íons ou matéria orgânica como o Purigen. De resto, o aquário segue sua rotina normal de suplementação e trocas parciais de água.

27- Depois de quanto tempo com os animais separados posso voltar ao aquário após ao final do tratamento com o Troia?

A vida do produto é de um ou dois dias no aquário, mas recomendamos que sejam feitas algumas trocas parciais de água durante dez dias após o período para, então, devolver os animais.

28- Qual o melhor momento para a aplicação do Troia?

O Troia depende da ação luminosa para ser assimilado, portanto, recomendamos que seja aplicado no início do fotoperíodo.

MACRO SOLO E MACRO LUNA

29- Por que a FLORAUP tem dois produtos diferentes para macroelementos?

R. Alguns aquários não toleram muito fósforo devido a sua natureza química pouco reativa (poucas ou nenhuma rocha calcárea) que faz com que o fósforo se sobressaia e cause surtos persistentes de cianobactérias. Aquários de rochas basálticas e aquários de troncos são exemplos de aquários assim, principalmente quando usam flora pouco consumidora. Para esses casos sugerimos o MACRO LUNA com razão N:P mais alta (menos fósforo).

30- Como seria possível praticar o método da green spot na partida com a FLORAUP se todos os MACROS possuem fósforo na composição?

R. É possível com o MACRO LUNA. A razão é tão alta que a quantidade de fósforo na composição dele é quase traço. Depois que o aquário amadurecer e o sistema pedir mais fósforo, você pode migrar para o MACRO SOLO. Sempre que quiser, em qualquer momento do seu aquário, você pode voltar ao MACRO LUNA para “limpar” o fósforo até que a green spot apareça novamente e mais uma vez migrar para o MACRO SOLO. Esse retorno periódico às condições da green spot, mesmo fora do contexto da partida, é o que chamo de “saudade de casa” e é muito útil para manter aquários pouco consumidores livres do acúmulo do fósforo.

ADJUST-P

31- O que acontece se eu usar o ADJUST-P com o MACRO LUNA na dosagem de um para um tal como é a recomendação de seu uso com o MACRO SOLO?

R. O MACRO LUNA com o ADJUST-P na dosagem de um para um se torna quase um MACRO SOLO, com razão N:P mais baixa (mais fósforo). Se seu MACRO SOLO acabou e ainda há MACRO LUNA e ADJUST-P, você pode usar os dois nessa dosagem para substituir o MACRO SOLO. Se triplicar o ADJUST-P com o MACRO LUNA (dose de três para um), será como usar o MACRO SOLO de um para um com o ADJUST-P.

32- Uso outra linha de condicionadores e sinto que preciso de fósforo adicional. Posso usar o ADJUST-P para essa função?

R. Sim, mas como não sabemos a concentração do nitrogênio que está sendo dosada no outro produto, não há como saber qual a dosagem correta nem estimar a razão alcançada, se esse for o interesse. Mas, de qualquer forma, não há contra indicações.

33- Posso juntar o ADJUST-P com o MACRO no mesmo frasco da dosadora quando os dois compõem o set de condicionamento do aquário?

R. Sim, Só se atente a dobrar a dose do canal, somando o volume das duas doses em uma, caso contrário, estaria colocando meia dose de ambos.

MICRON

34- Posso usar os MACROS com o MICRON no mesmo dia?

R. Sim. Apesar dos MACROS terem fósforo, todos os metais presentes no MICRON estão bem protegidos por quelantes, o que torna a precipitação com o fósforo ou enxofre lenta o suficiente para as plantas terem tempo de conseguir assimilar na forma solúvel. O que não é recomendado é usar os MACROS e MICRON no dia da correção do GH com HARDN-UP.

35- O que são os agentes quelantes?

R. Os agentes quelantes são moléculas, geralmente de natureza orgânica, que envolve o metal e o protege de se ligar a outros elementos que os tornem menos solúveis e indisponíveis para as plantas. Os quelantes tem uma vida útil e vão se degradando com o tempo, mas em tempo suficiente para que os metais entrem nas plantas ainda solúveis. Os agentes que agridem os quelantes são o cloro e o flúor da água da torneira, o fósforo, o enxofre, o cálcio, o oxigênio, os hidróxidos OH– (pH mais alto), a própria água, luz intensa, luz UV e alta temperatura.

36- O MICRON é seguro para os camarões e moluscos?

R. Sim. O MICRON é totalmente seguro para todos os animais desde que respeitadas as recomendações de dosagem.

37- Quando não devo usar o MICRON?

R. Não dose o MICRON no mesmo dia que for feita a correção do KH e do GH porque a interação entre os produtos é mais forte e pode degradar os quelantes mais rapidamente.

ÁLCALO KH

38- O que há de diferente no ÁLCALO KH em relação aos outros tamponadores do mercado?

R. A maioria dos tampões do mercado é feita quase que exclusivamente de bicarbonato de sódio. O sódio não é absorvido pelas plantas e concorre com o potássio pelos mesmos transportadores. O ÁLCALO KH tem uma fração de sua composição feita de potássio que, além de aliviar a entrada do sódio, é um tampão bem mais poderoso, sendo, portanto, quase 50% mais durável e econômico que os outros. O potássio na sua fórmula também é admitido como nutriente para as plantas.

39- Uso outra linha de suplementos e meu tampão acabou. Posso usar o ÁLCALO KH como corretor do KH?

R. Pode, mas esteja ciente de que entrará mais potássio no sistema. Esteja certo de que seu sistema admitirá essa dose extra de potássio sem sofrer efeitos adversos de excesso ou overdose.

40- Uso a linha FLORAUP de condicionadores, mas o ÁLCALO KH acabou e tenho um resto de outro tampão. Posso usá-lo como substituto do ÁLCALO KH?

R. Pode, mas esteja ciente de que aquela dose extra de potássio do ÁLCALO KH não está mais chegando no sistema, o que distorce a razão N:K para cima. Essa razão é um dos fatores responsáveis por compactar o crescimento das plantas, portanto, pode ser que veja suas plantas se esticarem mais rapidamente com menos densidade.

41- O ÁLCALO KH pode ser usado em aquários de criações de camarão?

R. Sim. A dose extra de potássio também é benéfica para os camarões.

42- Devo corrigir o KH da água de reposição separadamente antes de por no aquário ou posso corrigir o sistema inteiro de uma vez só?

R. Não há nenhuma necessidade de corrigir a água separada. Você pode adicionar a nova água e corrigir o sistema inteiro de uma vez para simplificar sua rotina, mas corrigir separadamente também não está errado.

HARDN-UP GH

43- Por que o HARDN-UP GH tem a razão invertida de Mg:Ca?

R. O HARDN-UP GH foi desenvolvido pela FLORAUP a partir de pesquisas e testes que comprovaram hipóteses próprias sobre a saúde das plantas e sobre o desenvolvimento das algas. Essa razão faz com que as plantas cresçam mais devagar e mais compactas, mas também se provou eficiente no controle de algumas algas como a green dust e a alga peteca. É um produto inovador e exclusivo da FLORAUP.

44- Quando doso o HARDN-UP GH e meço o GH ele continua bem baixo, devo continuar dosando?

R. Não. O HARDN-UP GH tem uma estratégia diferente dos outros corretores de GH, ele não tem alvo de GH a ser alcançado. A dosagem recomendada é uma dose segura para o magnésio no aquário plantado, inclusive para camarões e moluscos, e deve subir apenas um ou dois graus GH. Subir demais o GH com tanto magnésio pode perturbar o desenvolvimento das plantas.

45- Qual o limite de GH da torneira que o HARDN-UP GH ainda consegue inverter a razão Mg:Ca?

R. Até GH 3 ou 4 o HARDN-UP GH da conta de pelo menos empatar a razão em 1:1. Acima disso o cálcio vai prevalecer. Contudo, o uso do HARDN-UP ainda é válido. Imagina usar outros corretores com cerca de quatro vezes mais cálcio que magnésio numa água que já vem com muito cálcio num GH alto! Nesses casos, caso seja desejo do aquarista por um aquário mais estável ou necessidade por problemas crônicos de algas peteca, por exemplo, se faz necessário o uso de água de RO e o HARDN-UP exercerá 100% do seu poder.

46- O HARDN-UP GH é seguro para camarões?

R. Sim. Apesar da razão invertida a favor do magnésio, a experiência dos usuários não identificou problemas com os camarões.

47- É preciso dosar o HARDN-UP GH separadamente na água de reposição antes de entrar no aquário ou posso dosar direto no aquário?

R. Não há necessidade de dosar na água de reposição separadamente. Você pode dosar diretamente no aquário sem nenhum problema, contudo, é válido dilui-lo previamente num copo com água e aplicar no aquário para não vê-lo se depositando sobre as folhas das plantas.

CHLORIN-X

48- Qual o poder anti cloro do CHLORIN-X?

R. A dose recomendada do CHLORIN-X foi desenvolvida para a neutralizar duas vezes a concentração máxima de cloro permitida pela legislação brasileira (neutraliza até 10mg/L de cloro por dose), sendo, portanto, bastante concentrado. Se você conhece a concentração de cloro da sua água de reposição (por meio de relatórios de análise da estação de tratamento da sua cidade), você pode usar uma dose proporcional, por exemplo: se a dose trata 10mg/L de cloro e sua água chega com 2 mg/L, você pode usar 1/5 da dose (2/5 por segurança) para o volume de água trocado.

49- Uso água de osmose reversa (ou filtro deionizador). Preciso ainda assim usar o CHLORIN-X?

R. Não há a necessidade de usar o CHLORIN-X em água purificada isenta de cloro, mas ele ainda pode ser útil para neutralizar o cloro da limpeza de acessórios de vidro, plástico e metal que sujam de algas como difusores, lily pipes, termômetros etc ou para neutralizar aplicações tópicas de água oxigenada sobre algas.

POPEYE’S PLUS

50- Quais são as contraindicações do uso do POPEYE’S PLUS?

R. O POPEYE’S PLUS é um produto diferente dos uso contínuo dos suplementos, ele é em ciclos. Ele pode ser usado nas partidas para controlar a transformação das plantas e reduzir perdas ou quando há o objetivo de adensar as plantas de moitas, rizomas e carpetes. Seu uso s estende de semanas a alguns meses (até dois meses).

51- Posso usar o POPEYE’S PLUS recorrentemente como parte da rotina de condicionamento?

R. Não. O POPEYE’S PLUS não deve ter uso contínuo, pois estressará as plantas travando o crescimento ou miniaturizando-as. Sempre siga as orientações do rótulo.

52- Depois de quanto tempo posso repetir o ciclo do POPEYE’S PLUS?

R. Se for do interesse do aquarista repetir o ciclo, sugiro repeti-lo após pelo menos um mês do término do ciclo anterior.

53- Qual o efeito observado do POPEYE’S PLUS quando as plantas pedem mais suplementação?

R. O POPEYE’S PLUS acelera o consumo das plantas. Caso a demanda por nutrientes não seja atendida, os brotos das plantas ficarão pequenos e demorarão para amadurecer. Se esse sinal for observado, vale dobrar a dose dos MACROS e MICRON até é fim do ciclo. Caso as plantas já tenham lançado os novos brotos, seu uso pode ser encerrado.

54- O Popeye’s Plus pode ser usado na partida dos aquários?

R. Sim, esse é outro escopo do Popeye’s Plus. Use uma dose a cada tpa durante a fase de partida e adaptação das plantas até que se perceba que elas adquiriam força, enraizamento e rebrotação. Isso deve durar duas ou três semanas. Após esse período, suspenda o uso e suplemente o aquário normalmente.

55- O POPEYE’S PLUS é seguro para camarões?

R. Sim, ambos são compatíveis na dose recomendada.

ROOTN-DRY

56- É preciso umedecer o aquário em dry start constantemente para que o ROOTN-DRY consiga enraizar as plantas e os musgos?

R. Quanto mais úmido, mais rapidamente as plantas e musgos vão responder ao processo de enraizamento. Você pode usar aspersores, células nebulizadoras ou umidificadores de ar. Peças de madeira tendem a absorver a água mais rapidamente, portanto, é bom dedicar atenção especial para elas não secarem, impedindo que as plantas desidratem e não enraízem adequadamente.

57- O que acontece se usar o ROOTN-DRY no aquário cheio?

R. Não acontece nada, pois a sua diluição não terá nenhum efeito nas plantas. Não recomendamos essa forma de uso.

58- Quero usar o ROOTN-DRY no dry start com carpetes. Preciso usar mais de uma vez?

R. Não, apenas uma aplicação no substrato antes do plantio é o suficiente. Não há ganho ou vantagem em aplicar mais de uma vez.

59- Como devo usar o ROOTN-DRY no paludário?

R. Faça a diluição de quatro tampinhas para meio litro de água sem cloro (pode ser água de aquário ou do próprio paludário) e borrife somente nas raízes, nunca diretamente nas folhas das plantas.

CALOUT

60- O Calout é tóxico ou causa problemas se cair um pouco na água do aquário?

O Calout não é tóxico, no máximo baixará um pouco o pH se cair demais. Evite que isso aconteça.

61- O Calout é periogoso para o contato na pele?

O Calout é um ácido moderado e não causa queimaduras ou irritação na pele. Contudo, sempre que houver o contato com a pele, lave-a em água corrente com sabão. Nunca borrife próximo dos olhos.

62- O Calout pode ser usado em peças de plástico e metais como suportes de luminárias?

Sim, mas evite deixar as peças de plástico de molho no produto, principalmente se forem brancas ou transparentes, pois podem manchar de vermelho. Não recomendamos aplicar nos difusores plásticos dos LEDs das luminárias. Quanto ao suporte das luminárias, pode ser usado, mas pode acontecer de tirar um pouco da pintura com muito uso.

63- O Calout pode ser usado em aquários marinhos?

Sim, sem nenhuma contraindicação.

64- O Calout pode ser usado como corretor de acidez nos aquários?

Não é essa a sua finalidade e não há cálculo de doses para esse tipo de correção. Não use dessa forma.

PETRICHOR

65- Por que o Petrichor não tem cálcio na fórmula?

O cálcio foi retirado por se destinar aos terrários. A incrustação de cálcio nos vidros dos terrários é algo indesejado.

66- Pode borrifar sobre as folhas das plantas?

Sim, pode ser usado como suplemento foliar.

67- Se agitar o frasco forma uma espuma ou bolhas como se houvesse sabão no produto, é normal?

Sim, é por causa do aromatizante que é uma molécula orgânica volátil. Isso não é sinal de produto estragado.

68- Às vezes formam algumas “melequinhas” em suspensão no frasco, é normal?

Sim, são os quelantes que se aglomeraram e formam pequenos coágulos. Isso não é sinal de produto estragado, que é quando há a formação de natas peludas de cor branca, cinza ou preta como tufos de algodão. Nesses casos, seriam fungos.

69- Como devo usar o produto no caso de um paludário?

Primeiro molha-se as plantas e depois aplica o produto para melhor infiltração e aproveitamento. Você pode girar a ponta do borrifador para fazer o esguicho e aplicar diretamente sobre as raízes. Use apenas uma vez por semana.

STRIKE

70- O uso do STRIKER substitui o uso dos outros condicionadores como MACRO, MICRON e HARDN-UP?

R – A proposta do produto é substituir sim, mas pode acontecer do aquário ter um consumo além do ofertado pelo STRIKER e seja necessário complementá-lo com MICRON, HARDN-UP ou ADJUST-P dependendo do caso.

71- O que significa aquários de baixa reatividade?

R – A reatividade dos aquários se refere à atividade do cálcio dissolvido que acaba interferindo negativamente na disponibilidade do fósforo. O uso do STRIKER nesses aquários ainda é possível, mas associado ao ADJUST-P para fazer a correção e repor o que o cálcio precipita (indisponibiliza).

72 – Ainda é preciso usar o HARDN-UP com o uso do STRIKER?

R – Se o aquário tiver baixa reatividade e não tiver problemas com algas peteca, sim, é possível dispensá-lo e reservar seu uso apenas na eventualidade de lidar com algas vermelhas.

73 – Quando devo usar uma, duas ou três vezes na semana?

R – Aquários com poucas plantas e de exigência nutricional baixa como Anubias, Bucephalandras, samambaias e musgos, podem ser suplementados apenas uma ou duas vezes na semana. O estabelecimento dessa frequência é empírico conforme a experiência e observação do aquarista. Aquários mais fortes com plantas de crescimento acelerado como plantas de caule devem ser suplementados mais vezes.

74 – O STRIKER substitui o ÁLCALO no ajuste do KH?

R – Não, o STRIKER não cumpre função tampão ou alcalinizante da água.

75 – Quantos graus GH o STRIKER aumenta?

R – Não chega a 1 grau. A concentração de cálcio e magnésio no STRIKER é a necessária apenas para a nutrição das plantas e bem estar dos peixes de uso comum no aquário plantado.

76 – Durante o uso do STRIKER o carvão ativado pode ser usado?

R – O carvão ativado interferirá na disponibilidade de alguns elementos. Se esse efeito for tolerável durante o período de algum eventual tratamento, tudo bem.

77 – O STRIKER pode ser usado em dosadoras?

R – O STRIKER tem um pH mais baixo, portanto, não é uma boa ideia usá-lo em dosadoras com bicos metálicos no longo prazo. Dosadoras com partes plásticas tudo bem.

RECOMENDAÇÕES DA FLORAUP PARA UM AQUÁRIO MAIS EQUILIBRADO

  1. Tenha uma luminária com um bom espectrograma. Se atente ao excesso de luz e não ultrapasse 8h de fotoperíodo;
  2. Tenha um filtro com boa capacidade filtrante. Quanto mais mídia filtrante, melhor;
  3. Use substratos férteis confiáveis com resultados comprovados de aquaristas independentes;
  4. Tenha o máximo de plantas possível (volume vegetal) no seu aquário para que haja competição suficiente contra a proliferação de algas;
  5. Tenha um bom teste de pH e KH;
  6. Evite manter o aquário no fotoperíodo com pH abaixo de 6.6 e CO2 acima de 30 ppm sob risco de asfixia dos peixes;
  7. Não é preciso, na maioria dos casos, ter um KH acima de 5 ou 6;
  8. O uso do CO2 facilita o equilíbrio do aquário. Use uma concentração entre 40 e 60 ppm. Se usar KH mais baixo, tenha um CO2 mais baixo;
  9. Conheça os parâmetros químicos da sua água de reposição, principalmente seu GH. GH acima de 4 pode trazer problemas com determinados tipos de algas e pode ser recomendado o uso de água de RO;
  10. Não alimente os peixes todos os dias. O excesso de carga orgânica proveniente dos restos de ração e dejetos dos peixes tornarão o aquário mais suscetível às algas por causa da produção da amônia. Alimente duas ou três vezes por semana sem deixar sobrar e dê preferência para rações de boa qualidade;
  11. Os principais anunciadores de problemas no seu aquário são as algas. Aprenda a entendê-las pelas suas causas;
  12. A principal preocupação do aquarista deve ser a saúde das suas plantas. A desnutrição é a causa de quase todos os problemas com algas. Aprenda a identificar as deficiências nutricionais.

GUIA RÁPIDO PARA IDENTIFICAÇÃO DE CARÊNCIAS NUTRICIONAIS

                Falta de CO2

                A falta do CO2 não causa um sinal específico. As plantas sofrem de forma generalizada, crescem menos, mais lentamente, amarelam as folhas e partem o caule na base no caso de plantas mais exigentes. É comum aparecer algas vermelhas como as staghorn ou as algas peteca.

                Falta de nitrogênio

                A falta do nitrogênio causa o amarelamento e a perda das folhas da base. O amarelamento é uniforme e algumas plantas apresentam lesões ou furos nessas folhas. O aspecto de triângulo invertido, plantas mais magras na base e mais largas na ponta, é bastante típico da falta de nitrogênio.

                Falta de fósforo

                A falta de fósforo causa o escurecimento e às vezes o encolhimento das folhas mais antigas. É comum observar as bordas das folhas mais antigas com tom castanho ou preto que se assemelha às algas marrons. O aspecto de cone, plantas mais largas na base e brotos magros, compridos e mal desenvolvidos, é bastante típico da falta de fósforo severa. As folhas mais antigas de algumas plantas como Anubias também podem se mostrar curvadas para baixo. Algas verdes filamentosas de fios duros, Cladophora e green spot costumam aparecer nessas condições.

                Falta de potássio

                A falta do potássio causa queimaduras nas bordas das folhas mais velhas, eventualmente aparecendo como buracos com margens cor de laranja ou marrom que se assemelham à queimadura de bituca de cigarro. Em casos avançados, as folhas também amarelam como na falta do nitrogênio e as folhas morrem. Em algumas plantas como nas Staurogyne as folhas mais antigas ficam o aspecto de terem sido mordidas por insetos.

                Falta de magnésio

                A falta do magnésio causa manchas nas folhas mais antigas, de forma que os veios permanecem verdes e os espaços ficam desbotados ou amarelados. Algumas plantas ficam com as folhas menores e crescem mais lentamente. Em casos avançados, as folhas amarelam por inteiro e evoluem para lesões e morte das folhas.

                Falta de cálcio

                A falta do cálcio causa a deformação das folhas mais novas, geralmente nos brotos, que se mostram retorcidos em casos mais graves. Outro sinal são plantas com caules muito finos e curvados para baixo como se estivessem pesados.

                Falta de enxofre

                A falta do enxofre causa um sinal muito semelhante ao da falto do magnésio, mas aparece nas folhas mais novas também. Em algumas plantas surge como um degradê de verde para o verde claro, amarelado na mesma folha, geralmente permanecendo verde nas pontas e mais desbotado perto dos pecíolos.

                Falta de ferro

                A falta do ferro torna as folhas mais jovens, geralmente os brotos, amarelo claro ou mesmo totalmente brancos com veios ainda verdes muito nítidos. É um sinal difícil de distinguir do excesso de luz que também desbota os brotos.

                Excesso de luz

                O excesso de luz queima as folhas mais próximas da superfície ou as plantas mais expostas deixando-as brancas ou desbotadas. Em alguns casos as folhas adquirem lesões.

GUIA RÁPIDO DAS CAUSAS DAS ALGAS

  • Algas marrons – ferro muito alto, luz muito baixa, luz com espectrograma muito concentrado no verde, razão N:P alta demais (acima de 15), presença de nitrito ou amônia oriunda de perturbação do substrato, plantas com descarte de folhas, excesso de peixes, excesso de alimentação dos peixes ou qualquer outra fonte de decomposição, problemas na nitrificação, KH muito baixo, água mais fria.
  • Algas vermelhas (staghorn ou peteca) – falta de CO2, excesso de decomposição, luz muito concentrada no espectro verde, muita circulação e correnteza contínua de água, KH muito alto, oxigenação muito alta, razão cálcio: magnésio alta, água mais fria.
  • Cianobactérias – baixa circulação, presença de amônia, anóxia de substrato, razão nitrogênio: fósforo muito baixa ou invertida, luz com muito concentrada no espectro verde, água mais quente.
  • Alga verde filamentosa dura – falta de fósforo, plantas com problemas nutricionais.
  • Alga verde filamentosa mole – falta de nitrogênio, plantas com problemas nutricionais, presença de amônia, correnteza de água.
  • Alga verde tipo fuzz – falta de magnésio, KH baixo, luz intensa demais, falta de CO2.
  • Cladophora – contaminação de outros aquários, falta de fósforo, água mais fria.
  • Água verde – presença massiva de amônia
  • Green spot – falta de fósforo, luz muito intensa
  • Green dust – presença de amônia, presença de nitrito, KH baixo, luz intensa demais, razão cálcio:magnésio alta.